O futuro dos veículos elétricos

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Há alguns anos nossa sociedade tem evoluindo através da inovação em várias áreas, e dentre elas, a área dos meios de transportes, com ênfase aqui para os veículos elétricos, autônomos e semi autônomos.

Muitos fabricantes tradicionais de veículos tem investido em tecnologias inovadoras que vem melhorando a eficiência dos veículos, através dos sistemas híbridos, bem como os veículos 100% elétricos, como caso das montadoras BMW, Volvo, Toyota dentre outras. E temos também as montadoras que já nasceram para produzir veículos totalmente elétricos, e revolucionar o mercado, como a Faraday Future, Lucid Motors e Tesla, que tem se destacado no mercado.

Mas diante dessa revolução nos tipos de veículos , temos que observar a evolução que terá que ocorrer nas estradas, postos de abastecimento, edificações, sistemas de geração de energia, pois a mudança de hábito das pessoas ao começarem utilizar veículos elétricos impacta toda uma cadeia de geração e fornecimento de energia elétrica, e será que estamos preparados para isto? Será que os veículos elétricos realmente serão o futuro dos transportes?

Nos últimos dias a Tesla apresentou, o que talvez seja o futuro dos veículos elétricos. E o futuro passa por um novo carro esportivo que vai dos 0 aos 100km/h em apenas dois segundos, e  que foi umas das surpresas num evento onde a marca norte-americana apresentou ainda um caminhão elétrico com uma autonomia de 800 quilômetros.

E é através desse caminho que as montadoras e fabricantes estão indo, que vemos a revolução dos transportes, como a locomoção das pessoas pelo transporte público, que já é feito / testado em São Paulo, dentre outras cidades no mundo , com ônibus elétrico, que possuem autonomia de até 300 km e acomodam até 120 passageiros.

E toda este movimento da mudança dos veículos com motores à combustão para motores elétricos tem vários benefícios, que impactam na saúde das cidades e das pessoas com a redução da poluição dos grandes centros, um exemplo, é os incentivos do governo chinês, que quer popularizar a tecnologia para reduzir a poluição do ar nas cidades, onde a chinesa BYD começou a venda de seu primeiro modelo elétrico, o e6, para a frota de táxi no país, há alguns anos.

A tecnologia para produzir carros híbridos ou elétricos todos os grandes fabricantes têm, em termos globais. Porém, umas estão mais avançadas do que as outras. O que muda são as estratégias que cada um possui para cada região do planeta, o que quer dizer que a estratégia que vale para a Europa, Ásia ou América do Norte, talvez não funcione para o Brasil. Pois no Brasil além dos problemas de infraestrutura, falta incentivos à produção de veículos elétricos, e  algumas montadoras querem mais é reduzir os impostos melhorando à eficiência dos motores à combustão, o que deve deixar está revolução caminhando em passos lentos no Brasil.

Um grande exemplo, de estratégia governamental está em curso na Noruega, onde, além de uma política de isenção de impostos que chega a tirar 16 mil euros do valor do carro, os proprietários de veículos verdes podem trafegar em faixas exclusivas de ônibus como benefício e ganham toda a estrutura de recarga instalada em casa por conta.

Mas para auxiliar e ajudar no desenvolvimento e evolução dos veículos elétricos no Brasil,  promovendo a associação a ampla utilização no país, e tornando o transporte de pessoas e cargas mais limpo e eficiente, em benefício do bem-estar da população, do meio ambiente, a Associação Brasileira de Veículo Elétrico, vem fazendo um bom trabalho. Bem como o evento do Salão Latino-Americano de Veículos Híbridos-Elétricos, que neste ano de 2017, esteve em sua 13° edição, e tem colaborado para difundir os modelos desses veículos.

Mas dentre a grande variedade de veículos que são comercializados, e valores, observamos que os veículos de maior valor, que possuem por consequência maiores tecnologias, já estão chegando no mercado com opções de motorização híbrida ou totalmente elétrica, mesmo que comercializados em pequena quantidade, pois no Brasil temos cerca de 6 mil veículos elétricos e híbridos, número que representa apenas 0,3% da frota mundial.

Mas diante disso temos vistos muitos empreendimentos, e edificações que tem buscado deixar infraestrutura adequada para a recarga dos veículos elétricos de uso pessoal, e diante dessa nova tendência, que vem se tornando necessidade, alguns fabricantes , como a Legrand, Schneider Electric e ABB, vem lançando estações de recarga que visam a otimização de energia e tempo, o que é visto como uma solução eficiente e segura quando se refere ao tempo de carga e segurança no manuseio tanto para os usuários, quanto para os veículos.

A exploração comercial do abastecimento para estes veículos no Brasil e em países considerados desenvolvidos, ainda está engatinhando, mas já vemos movimentos e surgimentos de eletropostos, como no caso do estado de Santa Catarina, onde os eletropostos serão estrategicamente instalados entre Florianópolis e Joinville para garantir mobilidade elétrica entre as principais cidades do estado, e assim, formando-se o primeiro corredor elétrico do sul do país, já posicionado de maneira a garantir uma rápida expansão para outras cidades como Blumenau, Jaraguá do Sul e Curitiba.

Mas mesmo com o surgimento de eletropostos, as estações de recarga ainda são praticamente restritas a garagem do consumidor e dificultando o abastecimento durante uma viagem de maior percurso, porém, com o aumento do desenvolvimento tecnológico, o lançamento de mais veículos elétricos e cada vez com maior autonomia, os mesmos também cresceram, mas enquanto isso, o abastecimento já está disponível com maior facilidade em alguns shoppings, centros comerciais e estações de recarga espalhadas em grandes centros brasileiros.

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E com o recente lançamento do caminhão elétrico Semi da Tesla, com certeza contribuirá para começarmos a subir a exponencial de crescimento desses veículos.

Tesla tem como objetivo reinventar o automóvel e a forma como a eletricidade é gerada para as casas. Com esses esforços ainda em andamento, está estabelecendo outra missão: refazer a indústria de caminhões em vários bilhões de dólares.

Em uma elaborada apresentação noturna por seu executivo-chefe, Elon Musk, Tesla, no dia 16/11/2017, revelou um protótipo para um caminhão semi autônomo com bateria que a empresa disse que seria mais eficiente e menos dispendioso para operar do que os caminhões à diesel para transportar mercadorias em os Estados Unidos. Em uma surpresa, Musk também mostrou que não estava deixando o carro do lado de fora do negócio, revelando um novo Tesla Roadster, e que ele poderia alcançar 100km/h em 1,9 segundos e viajar 992 quilômetros antes de precisar recarregar. Ele afirmou que seria o primeiro carro de produção com um tempo de zero a 100km/h em menos de dois segundos.

“O objetivo de fazer isso é dar um golpe duro para os carros à gasolina”, disse ele a uma multidão de mais de 2.000 pessoas. “Você poderá dirigir de Los Angeles à São Francisco e voltar” disse Musk

Ele disse que o caminhão não seria menos revolucionário, afirmando que teria uma autonomia de 800km, maior do que muitos analistas esperavam e o suficiente para servir em muitas rotas típicas de caminhão. Ele não deu nenhum preço pelo caminhão, mas sugeriu que seria caro.

“Tesla é caro”, disse Musk

Mas ele também disse que o caminhão elétrico seria menos caro para operar, em parte porque tem menos componentes que exigem manutenção regular (sem motor, transmissão ou eixo de transmissão). Em vez disso, o caminhão, chamado Tesla Semi, é alimentado por uma bateria gigante, com dois eixos traseiros, cada um equipado com dois motores elétricos, um para cada roda. Sua aceleração e suas altas velocidades permitirão cobrir maiores distância em menores tempo do que os caminhões à diesel, acrescentou.

O caminhão estará equipado com sensores, câmeras e processadores para permitir que os motoristas usem uma versão do piloto automático, o sistema avançado de assistência ao motorista apresentado nos carros Tesla, como o Modelo S e o novo Modelo 3. 

O piloto automático pode dirigir, acelerar e frear automaticamente para outros veículos e obstáculos, embora os motoristas tenham que manter os olhos na estrada e as mãos no volante enquanto usam o recurso. Musk disse que Tesla espera começar a produzir o caminhão até o final de 2019.

“A coisa crítica com caminhões é que é uma ferramenta de trabalho”, acrescentou. “Tem que funcionar o tempo todo. Não é como um carro esportivo e tenho outra coisa na garagem para dirigir se estiver em manutenção ou seja o que for ” por Elon Musk

Diante das informações apresentadas neste artigo, podemos ter uma noção de como será o futuro dos veículos, e que serem elétricos, deve-se confirmar a tendência, pois podemos observar movimentos nos veículos de passeio, transportes de pessoas e transportes de cargas, todos direcionando seu caminho para os motores elétricos, o que tende a extinguir alguns fabricantes e fornecedores do segmento, mas criará outros.

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